SÃO VICENTE NO INÍCIO DO SÉCULO XX
A Igreja Matriz - em frente ao Largo Batista Pereira e rua XV de Novembro - como destaque de uma pequena vila ainda com ares da época colonial, com casas na área central e chácaras nos arredores. No canto abaixo à esquerda ainda estava o pelourinho colocado por Martim Afonso e depois levado para Museu Paulista por Benedito Calixto, que temia pelo desaparecimento. Ao seu lado está os fundos da Câmara e Cadeira Municipal, demolida para dar lugar ao Mercado Municipal em 1929. À direita a casa do Barão de Paranapiacaba (na rua e atual Casa Martim Afonso). Benedito Calixto e seu filho Sizenando Calixto fizerem um registro fotográfico numa perspectiva oposta dessa imagem, a partir da rua Martim Afonso.
OS LAPETINA E OS AMORIM
O comerciante Francesco Lapetina e sua filha Maria Helena Lapetina em foto de 1925, na rua Visconde de Tamandaré, 40. Também foi citado no edital Á Bocca do Coffre, do prefeito Antão Alves de Moura, em 1909, como proprietário de lote na avenida Capitão Mor Aguiar, 22.
Francesco era natural de Tramutola, Potenza, Itália, onde nasceu em 1844.
Imigrou para São Vicente em 1879.
Segundo o Almanaque Santista (1885), era um dos comerciantes mais antigos em atividade, tendo primeiramente uma taverna, secos e molhados e depois uma pedreira.
Foi pai de 12 filhos, 10 vicentinos e dois italianos.
Sua filha Maria Helena (foto) casou-se com Antônio Pinto Amorim (irmão de Luiz Pinto Amorim, dono do famoso Iate Etelvina, que fazia a travessia para Praia Grande, no Porto Tumiaru), com quem teve sete filhos.
O caçula dessa prole de Maria Helena e Antônio foi o famoso médico Dr. João Amorim, que fez brilhante carreira científica e gestora em importantes núcleos da medicina paulistana, incluindo os hospitais Pérola Byington, Matarazzo e Pro-Matre.
Hermenegildo Lapetina, o terceiro da esquerda para direita (terno preto), durante a inauguração da Delegacia de Polícia de São Vicente em 1930.
DR. JOÃO AMORIM
O PRIMEIRO MÉDICO MODERNO VICENTINO
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OS HORNEAUX E OS MOURA
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Atuando inicialmente no Clube de Regatas Tumiarú, de 1922 a 1937, ocupou os cargos de secretário, tesoureiro e vice presidente. Na Federação Paulista das Sociedades do Remo, foi conselheiro em 1924 e na Associação Santista de Esportes Atléticos – atual Liga de Futebol Amador – ocupou as funções de 2o. e 1o. secretário de 1928 a 1930.
Jaime Horneaux de Moura também presidiu a Liga Santista de Bola ao Cesto em 1930, e o Conselho Deliberativo da A.A. Portuguêsa, de 1953 a 1954, e foi o fundador e primeiro presidente da Liga Vicentina de Futebol Amador.
Na política e nos meios acadêmicos Jaime Horneaux também obteve reconhecimento: pois elegeu-se vereador pela Câmara Municipal de São Vicente nos períodos de 1936 a 1937, e 1964 a 1972, e no Instituto Histórico e Geográfico de Santos, ocupou a cadeira 31.
por Gilmar Domingos de Oliveira - Almanaque Esportivo de Santos
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